top of page
Buscar

Maternidade em doses de humanidade

  • Foto do escritor: Mari Armani
    Mari Armani
  • 2 de jan.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 23 de jan.



A maternidade é um momento lindo, onde o desejo se realiza e o sonho se torna real!

Mas também precisamos pensar que os sonhos nos exigem muito para serem realizados, o próprio ditado já diz: “ser mãe é padecer no paraíso”


A maternidade não é um conceito fixo, ela muda, respira, se transforma com o tempo e com as histórias de cada mulher. Ainda assim, muitas vezes é apresentada como um ideal inalcançável: uma mãe perfeita, que tudo sabe, tudo suporta, tudo oferece na medida exata, sem falhas ou cansaço. Esse ideal pesa, aprisiona e silencia, afastando a mãe de si mesma.


Essa ideia me faz lembrar Jung, quando diz: “Ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana. ”Talvez seja disso que a maternidade precise: menos manuais e mais humanidade. Menos receitas prontas e mais presença. Estar com o filho não como quem executa uma função, mas como quem se permite encontrar, olhar, escutar, sentir, errar e aprender juntos.


É nesse encontro vivo que nasce o que Winnicott chamou de “mãe suficientemente boa”. Não a mãe perfeita, mas a mãe possível. Aquela que, afinada com seu filho, oferece o que pode, no tempo e no ritmo da relação. Uma mãe que falha, sim e ao falhar, ensina. Ensina sobre limites, frustrações, reparos e sobre a beleza imperfeita dos vínculos humanos.


Sobre a mãe recai uma cobrança silenciosa e constante, como se não houvesse espaço para que ela também fosse mulher. Como se seus desejos precisassem ser adiados indefinidamente. Esse apagamento cansa o corpo, pesa na alma e muitas vezes adoece. A maternidade não foi feita para ser vivida sozinha; ela pede colo, rede, apoio e partilha para a criança e para quem cuida.


Ser uma boa mãe começa, talvez, por se permitir existir inteira. Olhar para si com gentileza, reconhecer suas necessidades, seus limites, seus sonhos ainda vivos. Porque só é possível oferecer aquilo que se tem. E quando tudo está exaurido, o que transborda são medos, tensões, tristezas e a dolorosa sensação de não ser suficiente.

Cuidar de si, então, não é um desvio do caminho da maternidade. É parte dele. É nesse gesto de cuidado consigo que a mãe se humaniza e, ao se humanizar, ensina seu filho sobre amor, presença e verdade.

 

Poder se olhar e se reconhecer é necessário.


Precisa de ajuda, entre em contato.



 
 

Se você sente que este é um momento adequado para iniciar um processo psicoterapêutico, o contato pode ser feito de forma simples e respeitosa.
Todas as informações são tratadas com sigilo.

Rua Maria Osório Franco, 772. Exposição. Barretos/SP - WhatsApp: (55)17 98225-1161

© 2026 todos os diretos reservados para Mari Armani

bottom of page