Crenças limitantes: o que está te impedindo de ser quem você realmente é?
- Mari Armani
- 19 de abr. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 6 de jan.
É estranho! e ao mesmo tempo muito humano, perceber que existem dentro de nós crenças que nos limitam.
Talvez você nunca tenha parado para pensar nelas, mas elas estão ali… silenciosas,

sutis, influenciando escolhas, sonhos e até a forma como nos enxergamos.
Essas crenças existem e, muitas vezes, vão pouco a pouco impedindo o desenvolvimento dos nossos potenciais, nos afastando de quem realmente somos.
As chamadas Crenças Limitantes são construídas ao longo da vida, a partir daquilo que vivemos, sentimos e aprendemos desde o nascimento.
Quando chegamos ao mundo, ele nos é apresentado através do olhar de nossos pais ou responsáveis: suas histórias, medos, valores, crenças e expectativas. Somos ensinados, direta ou indiretamente, sobre como devemos ser, agir, sentir e até sonhar. Somos estimulados (ou não) a experimentar, a cair e levantar, a falar, a interagir. Aprendemos o que é ser “bonzinho”, o que é ser “difícil”, o que é aceitável ou não. Às vezes somos a criança exemplar, outras vezes a “ovelha negra”.
Tudo isso chega até nós por meio de palavras, comportamentos, olhares, silêncios… vindos justamente de quem mais importa para nós naquele momento.
Depois, seguimos para a escola e para a vida em sociedade, onde novas regras vão sendo apresentadas: como devemos viver, qual corpo é considerado bonito, como uma mulher e um homem devem agir, como deve ser sua sexualidade, como uma mãe e um pai devem se comportar, quais sonhos são possíveis ou não.
E, sem perceber, vamos aprendendo, repetindo e praticando esses padrões no nosso dia a dia.
Esses aprendizados vão criando raízes profundas dentro de nós. Alguns de forma consciente, outros completamente inconsciente. E assim, vão moldando nossos pensamentos, nossos comportamentos e até as emoções que sentimos diante da vida. As crenças são construídas ao longo da nossa história e, muitas vezes, passam a nos definir.
Por isso, te convido a refletir:
Quanto da forma como você vive hoje realmente faz sentido para você? E quanto é apenas um modo automático de existir, onde parece que não há escolhas?
Essas crenças, muitas vezes invisíveis, podem limitar uma vida inteira, até o momento em que você começa a se conhecer de verdade e percebe o que está carregando. Quando a consciência chega, algo poderoso acontece: você passa a ter escolha. Escolher continuar carregando crenças que te limitam… ou, com gentileza e coragem, começar a deixá-las para trás.
Você não precisa fazer isso de uma vez. Basta começar.
E deixar ir não significa negar o passado ou rejeitar quem fomos. Pelo contrário. Significa honrar a nossa história, reconhecendo que aquelas crenças um dia fizeram sentido, nos protegeram ou nos ajudaram a sobreviver emocionalmente. Mas o que foi necessário ontem, pode não ser mais hoje.
À medida que crescemos, também cresce a possibilidade de nos perguntarmos: Isso ainda me serve?
Essa ideia sobre mim, sobre o mundo ou sobre o outro realmente me representa?

O processo de se libertar de crenças limitantes não é sobre se tornar alguém diferente, mas sobre se aproximar cada vez mais de quem você já é, por trás das camadas de medo, expectativas e condicionamentos. É um caminho de autoconhecimento, de escuta interna e, principalmente, de compaixão consigo mesmo.
Quando começamos a questionar nossas crenças, abrimos espaço para novas possibilidades: novos comportamentos, novas escolhas, novas formas de se relacionar e de viver. O que antes parecia impossível, passa a ser apenas desconhecido. E o desconhecido, quando acolhido com consciência, pode se transformar em crescimento.
Talvez você perceba que algumas crenças ainda resistem. E tudo bem. Cada pessoa tem seu tempo, seu ritmo, sua própria forma de caminhar. O importante é não seguir mais no piloto automático, mas com presença, curiosidade e intenção.
Aos poucos, você começa a se dar permissão para experimentar novas formas de ser, de errar, de aprender e de existir. E nesse processo, descobre que a liberdade não está em não ter crenças, mas em escolher, de forma consciente, aquelas que te fortalecem, te expandem e te aproximam da vida que faz sentido para você.
Que esse seja um convite gentil: olhar para dentro, com honestidade e amor, e permitir-se viver uma história que seja, verdadeiramente, sua.
Para se conhecer melhor, agende uma sessão.

