Quando Amar Dói!
- Mari Armani
- 18 de abr. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 6 de jan.

Nem sempre é fácil perceber que se está vivendo um relacionamento doloroso e abusivo. Muitas vezes, os sinais aparecem de forma sutil, disfarçados de cuidado, amor ou proteção. Aos poucos, porém, a relação deixa de ser um espaço de segurança e passa a gerar medo, confusão e sofrimento.
Um dos primeiros sinais costuma ser o controle. O parceiro passa a querer decidir o que o outro pode ou não fazer, como se vestir, com quem falar ou onde ir. Esse controle, que inicialmente pode parecer preocupação, acaba limitando a liberdade e a autonomia da pessoa.
Com o tempo, esse controle pode evoluir para o isolamento. Usando justificativas como “é para o seu bem” ou “ninguém te entende como eu”, o parceiro vai afastando a vítima de amigos, familiares e outras relações importantes. Assim, cria-se uma dependência emocional cada vez maior, tornando mais difícil perceber o que está acontecendo.
Outro sinal marcante é a humilhação. Comentários depreciativos, ironias e atitudes que diminuem o outro vão se tornando frequentes. A pessoa começa a duvidar do próprio valor, sentindo sua autoestima cada vez mais fragilizada.
A chantagem emocional também é comum nesse tipo de relação. O afeto e a intimidade passam a ser usados como forma de punição, e a culpa é constantemente colocada sobre a vítima, como se ela fosse responsável por tudo o que dá errado no relacionamento.
Em alguns casos, o abuso pode se manifestar como violência física ou sexual, que muitas vezes começa de maneira aparentemente “leve” e vai se intensificando. Qualquer forma de agressão ou imposição é violência e nunca deve ser normalizada.
Além disso, há a violência emocional, que inclui xingamentos, ameaças, ridicularizações e constrangimentos, inclusive em público. Essas atitudes silenciam a vítima e reforçam a sensação de estar presa à relação.
É importante entender que relacionamentos abusivos costumam seguir um ciclo, passando por fases que se repetem ao longo do tempo. Momentos de tensão e violência podem ser seguidos por pedidos de desculpa, promessas de mudança e períodos de aparente calmaria, o que dificulta ainda mais o rompimento.

Sair de um relacionamento abusivo é um processo, e o primeiro passo é a identificação. Reconhecer que algo não está saudável nem respeitoso nem sempre é fácil e, muitas vezes, a ajuda de alguém de fora é fundamental para enxergar a situação com mais clareza.
O segundo passo é a autopercepção: observar como você se sente nessa relação, como está sua autoestima e sua confiança em si mesmo. Relações abusivas enfraquecem internamente, fazendo a pessoa acreditar que não é capaz ou que não merece algo melhor.
Por fim, buscar ajuda é essencial. Conversar com pessoas de confiança e procurar apoio profissional pode ajudar tanto no rompimento quanto na reconstrução emocional após a vivência do abuso. Ninguém precisa enfrentar isso sozinho, e toda pessoa merece viver relações baseadas em respeito, cuidado e dignidade.
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